quinta-feira, março 08, 2012

Bom Ano de 2012


Estamos já em Março de 2012 e este ano escrevi a minha habitual mensagem de mudança de ano de forma diferente. Essa mensagem foi colocada em segunda-feira a 23 de Janeiro com titulo “Hello World”. O ano de 2011 consolidou em mim muito do que sou hoje e sinto-me com valor acrescentado mas no entanto continuo em busca de mim mesmo. Por esse motivo acho que faltava algo para ser a mensagem ideal e o que faltava, nomeadamente em palavras, chegou-me via e-mail após partilha de uma grande amiga. Por esse motivo partilho também o que penso ser o melhor complemento para este ano de 2012 “Um convite que não podemos ignorar”:


Podemos criar o que quisermos porque a escolha é nossa


Em séculos e séculos de vida, a humanidade tem procurado o seu lugar de paz.


Mesmo nos momentos mais difíceis, a esperança dessa paz mantém-se intacta, como se fosse impenetrável, e todos soubéssemos que, mais cedo ou mais tarde, seremos e estaremos em Paz. Por todo o lado, estão a acontecer coisas magníficas.


Estamos a despertar a coerência da cooperação, a compaixão e a solidariedade que nos elevam, e trazem o mais sublime de nós à evidência. Estamos a transformar-nos em seres amorosos e pacíficos. E vamos continuar. Nada nem ninguém nos impede. Porque esse Amor e Paz existem num lugar onde ninguém, a não ser o próprio, pode aceder: o Coração. É aí que reside o Amor e a Paz. É esta a verdade absoluta, a única verdade que não pode ser substituída por nenhuma outra. Convido-vos a confiarem e acreditarem na vossa Verdade: essa que é linda, magnificente e poderosa, residente no Coração!


A mente é um instrumento de acção, é a ferramenta que permite encontrar sentido no que fazemos, e, enquanto sede do pensamento, há que estar bem atento à mente, e não deixar que o pensamento lógico e racional se sobreponha ao sentimento do Amor e da Paz que só existem no coração. A lógica mental obedece a um princípio linear, no qual só existe uma única realidade, que é a que está no pensamento nesse momento. Esta lógica gera a percepção errada de ter, ou seja, o pensamento julga que tem aquilo que pensa, julga que aquilo que pensa é seu.


A coerência do coração, o Amor, permite entrar num padrão vibracional no qual não existe linearidade, onde progressivamente os factos da vida surgem como parte de um processo existencial de Ser, que é constituído por múltiplas experiências. Aceitar este facto e aprender a viver segundo este princípio, representa uma enorme economia de energia, que origina um estado pessoal harmonioso, amoroso e pacífico. Ser é a possibilidade do auto-reencontro, que não se baseia naquilo que se tem, mas é reflectido para aquilo que se tem, a partir do interior, e assim tudo faz mais sentido.


É neste quadro de Amor e Paz que venho falar de 2012. Um ano em perspectiva e em expectativa, sobre o qual existe muita especulação. Acontece que, devido a essa especulação, concentra-se sobre essa data uma energia muito forte, que vai adquirindo consistência e materialização. E conforme se pense, fale ou escreva sobre ela, está-se a dar-lhe uma forma, a atribuir-se um conjunto de realidades ou possíveis acontecimentos. É a lei da Atracção!


Mas com essa postura, o que podemos esperar desse ano? Amor, Paz, Abundância, Compaixão, Tolerância, Felicidade, e outras coisas positivas? É isso que criamos no nosso pensamento, e alimentamos com o nosso coração amoroso? Se for isso, então teremos um futuro admiravelmente positivo. É o que eu desejo para mim e para todos os seres humanos. E é só disso que quero falar. Do que é bom e traz coisas boas. 2012 traz-nos um convite que não podemos ignorar: o convite à Alegria, aos Sorrisos, à Serenidade, ao Amor!


Todos os dias ocorrem acontecimentos novos, imprevistos, com os quais estamos a aprender a praticar uma nova consciência positiva e solidamente assente em princípios humanistas de cooperação e regeneração. Esse é o nosso Futuro. E TODOS somos o nosso futuro. Estamos ligados por fios de infinita beleza e coerência amorosa: a Luz da energia espiritual que desperta nas nossas consciências de seres humanos.


Em 2012, podemos criar o que quisermos, porque a escolha é nossa. Vamos, todos juntos, plantar abraços, tolerância, gratidão, alegria, para criarmos desde já um glorioso 2012? Diariamente, crie um novo hábito: sorria para si mesmo, sorria aos outros e envie amor aos que ainda não sorriem. Pense nisso e comece a praticar.


Sinta-se bem consigo! Sinta-se bem com a vida! Seja Feliz!


Abraço... ao Mundo!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Hello World

Hello World! Geralmente é assim que um programador inicia a sua entrada no mundo da programação ou numa nova linguagem de programação. Escolhi esta frase porque desde setembro de 2011 que não dava as caras por aqui. A vida está cada vez mais acelerada e o tempo para algo mais que não seja trabalhar vai ficando escaço. Hoje decidi escrever umas palavrinhas pois estou um pouco limitado de movimentos e a vontade de programar não é muita. Ainda assim hoje já despachei mais serviço que o que tinha em mente, por vezes as dificuldades esperadas não se manifestam e o trabalho corre melhor. Cá estou eu com um diagnostico de “escoliose lombar” e segundo consta, trata-se de um desvio tridimensional (nas três dimensões) da coluna o que significa que a coluna para além de desviar para um dos lados também faz rotação e inclinação. Deve ser mesmo assim porque assim que me movimento dói na base da coluna… uma chatice. Já estou a tomar uns medicamentos e agora é deixar o tempo curar a mazela.

Cá estamos então no ano de 2012, aquele ano que todos esperávamos para ver no que isto dá. Desde profecias a crises o panorama continua a não ser muito favorável, as noticias diárias não nos dão margem para andarmos descansados. Ainda assim não me posso queixar muito, felizmente além desta recente mazela não tenho tido outros problemas. Posso até dizer que me encontro satisfeito pois se no ano de 2011 cumpri os principais objetivos, este ano iniciou com o reconhecimento do trabalho de anos anteriores. Falo a nível financeiro claro onde este ano poderei ter um encaixe financeiro superior a 2011 e assim continuar a aplicar a minha “troika pessoal” com sucesso. Já outros objetivos irei tentar dar um jeito este ano pois andam a atrasar-se para meu próprio mal. Tenho um livro que comecei a escrever para acabar e também tenho de arranjar tempo para cuidar da minha saúde. Tenho urgentemente de começar a praticar desporto com alguma frequência, caso contrário este tipo de mazelas irá agravar-se. Já tenho essa vontade o que é bom sinal. Alguns outros objetivos vão-se fazendo e concretizando, com maior ou menor sucesso.

O tempo continua a ser um problema, ele passa e ando a perder muito dele em “transito” e quase sempre em passo acelerado. Receio que não seja algo que posso resolver a curto ou mesmo a médio prazo. Já estou nos 40 e as aventuras são muito perigosas, apesar da vontade de mudar de vida. No entanto vou observando em redor e ficar atento a oportunidades, nunca se sabe quando pode surgir uma solução para determinado “problema”. Por hora irei seguir um registo de continuidade e dar o melhor de mim, quer por mim, quer por aqueles que me rodeiam. Penso estar em bom caminho e quem me conhece sabe que sempre tento melhorar e cumprir bem as minhas funções. Os sonhos vão-se alimentando com a vida, os desejos vão ganhando forma e assim vamos continuando a lutar por aquilo que ambicionamos. A ambição não nos permite parar ou acomodar pois essa seria sempre uma má solução, temos de lutar sempre por melhorar.

Bom ano de 2012 a todos e se este ano não for melhor, que não seja pior…

quinta-feira, setembro 08, 2011

Demanda do Futuro

Uma grande amiga partilhou este texto por e-mail, vai ao encontro de muitos do meus pensamentos. Decidi também partilhar com todos:


Segundo Alice Bailey no livro “Tratado sobre Fogo Cósmico”, durante milhares de anos foi construída pelo homem uma forma mental gigantesca, que pesa sobre toda a humanidade baseada em desejos primários, alimentando inclinações malignas da pior natureza humana, infelizmente esta obscura nuvem mental continua a produzir a ignorância e o egoísmo, mantendo-se viva de várias formas, mas que deve ser desintegrada, destruída pela própria humanidade, tal boomerang retornando ao seu ponto de partida.


Ela é construída continuamente, numa constante acumulação dos maus desejos, inclinações perversas e propósitos egoístas. Na realidade, todo o pensamento mal dirigido que se manifesta nas palavras e nos actos no plano físico, repercute-se nos níveis subtis espirituais e contribui para alimentar e expandir esta “entidade mental”, criada pelo próprio homem, não só agora, como no passado por sucessivas épocas civilizacionais. Esta egrégora mental maléfica tem a proteção dos que se aprazem no mal, vivificando os desejos no homem, condicionando a evolução espiritual, cristalizando a humanidade.


Só pela inteligência consciente é que efetuaremos a limpeza desta egrégora que paira sobre toda a humanidade e, todo o trabalho de purga, seja cósmico ou individual, passa pelos poderes mentais do uso correcto do Pensamento. De momento, grande parte da humanidade, vive sob a manifestação da matéria mentalou sob o ciclo de evolução da mente, que se não for bem orientada fomenta o poderoso desejo dos níveis inferiores, o da fatal atração física. Esta força desenvolve uma forte energia ao nível físico, que debilita as capacidades mentais superiores, sendo então fácil ao poder das trevas (luz não manifestada ou influências negativas), manipular cada vez mais os seres desviando-os do seu propósito principal, que é viver sob os níveis mentais superiores ou búdicos.


De fato, este cenário que acabo de descrever não é novo, mas reforça o alerta que deve existir para sermos mais atentos às influências nefastas que, constantemente, pairam sobre todos nós. Isto serve também para prevenir contra as facilidades do caminho espiritual, que tantos propõem para a auto-realização. A mente é a grande arma para o combate às influências nefastas, à negligência, ao torpor e, por isso, advirto que usem a mente inteligentemente, ou como diria o Buddha: despertem!


Aconselho sempre a Meditação como forma eficaz e segura de fortalecer a mente para o trabalho equilibrado do cérebro, e dirigir o pensamento na direção correta, que o mesmo é dizer de objetivos superiores. Não se devem iludir com as panaceias tanto para o coração como para a mente, pois o que é necessário é usar a mente, concentrá-la nos propósitos superiores; no altruísmo, na qualificação de desejos e na alimentação, na ação justa e, assim, se reverterão os sentidos inferiores, descontrolados em sentimentos sublimados, num propósito digno e elevado, desenvolvendo o amor incondicional. Naturalmente que não se deve exigir o amor incondicional nos outros, mas em nós próprios.


Quem anda à procura de gurus ou de ensinamentos fáceis, tipo de iluminação na hora, imediata, é porque não tem esse amor dentro de si. Obviamente, há sentimentos que toda a humanidade já desenvolveu coletivamente e o amor é um dos valores adquiridos, mas os bloqueios mentais, devido à polarização também em sentimentos inferiores e egoístas, obstruem o coração e o amor não se expande ou manifesta. Quando se começa uma prática de purificação, tanto física,quanto mental e espiritual, sublima-se a energia e apaziguam-se os sentimentos e as emoções, emergindo a lucidez, podendo então, o amor expandir-se livremente, desfrutando-se da felicidade interior.


Se procura nos outros o amor incondicional, nunca se encontrará a felicidade: tornar-se-á efémera. Até mesmo nas relações afetivas entre dois seres, se não houver a dádiva espontânea sem esperar recompensa, pode tornar-se uma fonte de exigências e de posses. O princípio básico da humanidade quanto ao amor é procurá-lo nosoutros através da atracção física, contudo, quando já se vislumbram outros ideais como uma via espiritual ou religiosa, geralmente procura-se alguém que represente esse ideal, onde se espera receber aquilo, que afinal, cada um tem de encontrar dentro de si próprio. Há tantos gurus, tantos métodos milagrosos, apregoados para alcançar a iluminação de forma rápida mas, na realidade, absolutamente enganosa, apenas com o intuito do prestígio pessoal e ganho material.


Tenho observado ao longo dos anos, tantos seres enganados por tantos métodos especializados, que arrastam as pessoas para um abismo onde acabammais gastas, mais desiludidas ou até desviadas dos seus propósitos espirituais, absolutamente vazias desse amor incondicional que buscaram nos outros, esquecendo que o verdadeiro caminho passa pelo trabalho interno da busca do Amor Divino. Foi pura perda de tempo…


Por vezes, já estão tão pervertidos os seus objetivos de vida espiritual, que dificilmente encontram o fio condutor. Na realidade, o meu propósito aqui, nestas páginas é denunciar, métodos falsos, arrasadores, verdadeiros desvios ao caminho espiritual, como o xamanismo, tão em voga, que tem levado muitas pessoas ao desequilíbrio. Baseado num ensinamento já tão ultrapassado para a humanidade actual, que só consegue seduzir os incautos com uma droga, um “elixir”, iludindo-os com experiências astrais de visões e de emoções, para os convencer de que estão a vivenciar o Divino, quando não passa afinal de uma experiência de drogados.


Esta bebida, o “santo dayme”, consumida infelizmente para alguns com regularidade, destrói o organismo, corroendo as vísceras, os dentes, o cabelo, os olhos e o mais grave incapacitando o próprio cérebro do seu funcionamento normal, destruindo consequentemente as capacidades mentais e espirituais - tal o efeito da droga ou do álcool, que quanto mais debilitado o cérebro se encontra, mais o Ser procura impulsos para o reanimar, tornando-se então, num ciclo do qual é bem difícildepois sair – acontecendo infelizmente, já quando a maior parte dos enganados se encontram em estado adiantado de depressão e de aniquilação humana.


Como diz Salim Mikael, essa gente que influencia com métodos tão nefastos para a humanidade, devia ser presa: são criminosos! O caminho espiritual é sobretudo uma via inteligente de chegar a Deus. Métodos infalíveis de iluminação milagrosa, não existem. O que existe e como um bem em cada ser humano é o esforço consciente. Nele se desenvolve a vontade altruísta, a aspiração espiritual e, sobretudo, um apelo determinado para começar tudo isto de forma inteligente, paciente e honestamente.


Não se deve seguir o mais fácil, não aceitando receitas milagrosas de auto-realização, por um simples método, seja apenas a respiração, seja em bebidas feitas de ervas, seja nas curas, nas regressões, nas leituras de auras e dos chakras, de mantras infalíveis e tantas seduções enganosas que desviam os seresdos seus propósitos mais nobres, na realização da sua própria vida espiritual consciente. As drogas ou impulsos exteriores aniquilam a Consciência.


Portanto, todos os métodos ilusórios de iluminação rápida vão apenas esconder ainda mais aquilo que fomenta os obstáculos à claridade mental, que é a negligência. De facto, não vêem que o único e verdadeiro caminho é um trabalho que deve ser feito no interior, para atender às suas próprias necessidades. Não se pode “ver” ou realizar os objetivos superiores, quando não se resolveu os seus problemas inferiores, fruto dos seus desejos, atividades e interesses próprios.


Se ainda não se sublimou os seus próprios desejos e tendências, como é possível através de um rápido vislumbre, dado através de drogas realizar a integridade, a nobreza e a quietude?


Nem é possível alcançar nada espiritualmente, nem realizar o Divino quando ainda nem sequer se realizou na sua humanidade mais básica. Como há tanta gente a querer curar os outros, se ainda não se curou a si mesmo?


Também não merecem crédito aqueles que encobrem ou renegam Deus através de conceitos muito elaborados de engrandecimento do próprio homem, como não precisando de Deus algum para se realizar. Chamem-lhe Deus, energia Cósmica, Ser Superior, Inteligência ou Absoluto é para nós humanos, o Divino ao qual pertencemos, de onde viemos e para onde voltaremos. Por rebeldia e na busca de prestígio, alguns influentes das “massas” vêm passar mensagens de não necessidade de Deus, lançando subtilmente a ideia de que a humanidade, aquela que acredita em Deus,religiosos ou místicos são todos estúpidos!


Pensam, naturalmente, que demonstram muita inteligência, avançados mentalmente chamando de atrasados mentais à restante humanidade. Outros que são salvadores do mundo, absolutamente iludidos com os poderes pessoais. Gostaria de deixar nesta reflexão sobre o futuro uma mensagem mais animadora, mais esperançosa, como se as coisas que consideramos boas acontecessem por um passe de magia, mas incorreria numa ilusão, encobrindo a realidade, alimentando falsas promessas. O que quero dizer é que na intemporalidade da Vida, passado e presente são apenas aspetos referenciais para nos situarmos frente ao futuro - nesta imensidão do espaço cósmico - na busca de uma nova luz que nos guie espiritualmente.


Que a chama ardente do Amor incondicional irradie cada vez mais, para o Coração da Humanidade.

quarta-feira, julho 06, 2011

I Have a Dream

Hoje achei que devia escrever algumas palavras aqui para o meu Blog. Cada vez mais estamos focados, ou melhor, somos forçados a dedicar quase por exclusivo o nosso tempo ao trabalho. Sinto isso pois acabo por me esquecer do resto, do que está para além do trabalho, para além da nossa profissão. Cada vez mais a nossa vertente profissional nos envolve, pois cada vez mais a exigência tende a aumentar. Em certas áreas como a minha, ligada ao sector tecnológico, o tempo “passa” a correr e nem damos por ele. A atual conjuntura também não ajuda pois a palavra de ordem é produzir, criar, desenvolver… empenho! No meu caso acho que sempre segui essa linha mas os prazos tendem a diminuir e a busca de resultados também. São efeitos colaterais de viver neste tipo de sociedade competitiva onde, sem darmos conta, acabamos por ter de seguir ao sabor “da(s) economia(s)”. Esta velocidade já me começa a fazer alguma comichão e no fundo com o passar do tempo a relação profissão/proveito continua desajustada. Não estou a entrar no ponto de saturação mas a espaços já desejo uma mudança. A mudança passa por deixar este núcleo, ou antro, onde tudo anda e passa a correr, onde tudo se concentra, onde (se pensa) tudo acontece. Desde há algum tempo que tenho um “aviso interno” que me diz para trabalhar nesse sentido… mudança. No fundo o objetivo passa por ficar atento aos sinais, alargar os horizontes, procurar alternativas. Voltei inclusive a tentar a sorte ao jogo, um investimento modesto mas que pode alterar significativamente as regras do jogo da vida. Em 1963 Martin Luther King disse “I Have a Dream”, hoje também eu digo:

I Have a Dream

terça-feira, abril 26, 2011

Vamos seguindo, ao sabor do vento…

Desde Janeiro que não escrevia umas palavras aqui no meu blog pois tenho andado bastante ocupado na minha actividade profissional. Hoje regressei ao serviço após umas férias durante a semana santa. A pausa foi curta e encontrei tudo tal e qual deixei, a mesma pendência, o mesmo ritmo, as mesmas pessoas, a mesma cidade… Sinto-me menos cansado e optei por um regresso calmo e controlado. Tal é que resolvi dar uma palavrinha, um desabafo. Desde o meu último texto passaram três meses e muita coisa aconteceu. Atingi os 40 anos e penso que atingi também (mais coisa, menos coisa) o meio da minha vida. Não espero que seja assim uma conta fácil de fazer pois estaria a entrar em contagem decrescente, se bem que estamos nessa conduta desde o momento em que nascemos. Como sempre temos de seguir um dia de cada vez, com calma e gozando o bom e o mau desta nossa vida. Para além do meu relógio biológico também o planeta avança no tempo, também ele envelhecendo e regenerando-se. A natureza vai manifestando aqui e ali a sua essência de mudança, de vida e de morte, como sempre aconteceu e como sempre acontecerá. A nós, humanos e restante cadeia animal, apenas temos de conviver com ela, ao seu modo, á sua vontade. É sempre de lamentar o sucedido no Japão, país empreendedor, moderno e de gente trabalhadora. Dizem que estão habituados a estas coisas, mas está á vista de todos que para certos fenómenos nenhum ser nem nenhuma nação se podem preparar. Também não duvido da sua capacidade de recuperação e a curto prazo estarão novamente de pé e a dar cartas no panorama internacional. Quando não é a natureza a pregar partidas são os obreiros humanos que agitam a vida de todos. Na politica e na economia o panorama nacional e internacional mudou e cá estamos na “habitual” crise. Lá por fora, no mundo árabe as pessoas andam revoltadas e agitadas, querem uma vida melhor e mais justiça. No mundo ocidental está a decorrer uma feroz “guerra” económica entre blocos onde os mais fracos vão caindo. Não pertencem ao escalão superior e acabam por ceder e por ficar ainda mais dependentes, mais fracos, mais vulneráveis… mais pobres. Como se costuma também dizer: “enquanto for lá fora…”, ou melhor, costumava-se dizer porque nos dias de hoje a coisa já não funciona assim. A globalização não perdoa e já não nos podemos dar ao luxo de estar orgulhosamente sós. Aliás já nem a uma pessoa é permitido estar só pois cada vez mais estamos ligados entre nós, não por laços afectivos mas pela evolução diária da tecnologia da comunicação. Não sei se estamos a dar passos em frente ou se na realidade estamos a andar de lado. No meu querido país, desde Janeiro, as coisas mexeram um pouco e já cá temos os nossos amigos do FMI. Não fico nada espantado com isso mas preocupa-me, afinal passamos todos pelo mesmo e não me sinto feito da mesma massa da maioria. Desde o sempre festejado e enaltecido 25 de Abril já é a terceira vez que estes senhores nos “orientam” as contas. Um verdadeiro atestado de incompetência não só aos nossos promissores e arrojados senhores políticos mas também ao povo de uma nação com 800 anos de história. Não vou entrar em pormenores nem dar a minha opinião, tão pouco vou culpar quem quer que seja e muito menos dar uma solução. A minha experiência de vida já me ensinou que estou por mim e por quem de mais perto me rodeia. Continuo a fazer pela vida, ajustar-me e prevenir-me, fazer o que posso como posso. É esta a minha luta de vida, fazer por ser feliz num mundo que sinto estar a entristecer a cada dia que passa. Como também se costuma dizer: “Vamos seguindo, ao sabor do vento…”. Cuidem-se…

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Desagregação familiar…

Ainda não chegámos ao final do mês, mas isso não impede de escrever mais umas palavras sobre a nossa vida. Hoje, em conversa com amigos, o tema família veio a lume. Nada de novo pois todos temos uma família, ou quase todos. Os meus amigos são mais novos que eu, alguns perto de vinte anos a menos. Vou salientar aqui a forma como o termo família mudou em poucos anos, cerca de uma dezena. Tal diferença deve-se a vários factores, sejam de localização, sociais ou económicos. A nossa realidade passa pelo englobamento europeu, o velho continente. Somos atingidos pela sua pluralidade, pela fusão de culturas, pelo resultado final. A proximidade e mobilidade entre povos aumentou, a Europa globalizou-se interna e externamente. Somos filhos de um projecto em vigor, a União Europeia. O seu propósito social e económico atravessa as nossas vidas diariamente, de variadíssimas formas. Para muitos tratou-se de unir os povos, já outros começam a divergir e dizem que se vive a duas velocidades. Certezas? Bem! A União Europeia, bem como o mundo inteiro, somam uma crise já apelidada como a crise das crises. Rebentou pela vertente económica, pelo efeito onda, globalizando-se. Sente-se na pele, socialmente nos povos e nas famílias. A definição do termo família altera-se e já não vale o que valia há anos atrás. Vou apresentar três exemplos que considero importantes:

1/ Há muitos, ou alguns anos atrás, as famílias reuniam-se com alguma frequência. Bem sei o que digo pois era o que acontecia com a minha família. No Natal era uma certeza, em alguns aniversários também. No verão havia sardinhadas, feijoadas, qualquer ementa servia. Pais, tios, mães e tias, avôs e avós, entre alguns outsiders de grandes amizades. Eu vibrava pois nunca tive irmãos, mas tinha primos e era sempre uma alegria. Alguns adultos bebiam um pouco mais, outros aturavam-nos. Mas nós, os primos, estávamos sempre bêbados de tanta brincadeira e algumas zangas. Disputavam-se carrinhos de brincar, bicicletas ou até mesmo quem fazia a maior avaria ao mais novo. Uma alegria! Hoje? A minha filha raramente vê os primos, alguns nem os conhece ainda, e estão aqui tão perto…

2/ Tenho mulher a filha, são o meu mundo. Eu e a minha mulher temos profissões exigentes, desgastam-nos a alma e queimam-nos alguns neurónios. Eu dispenso/gasto três horas de cada dia de trabalho em transportes, em viagens. A minha filha anda na escola, também já se acostumou a viajar, a cumprir horários, a cansar-se não só de brincadeira. A vida sempre cansou e continua a cansar quase todas as pessoas. O trabalho, a casa, as compras, as facturas… a vida. Na realidade não me tira o sono, no fundo nunca dormi muito bem, nunca fui uma pedra. Acordo muitas vezes de noite e durmo pouco, sempre fui assim, desde pequeno. Nos últimos tempos é a minha filha que me acorda porque tem medo, tem sonhos maus. Ando com cara de sono e devo ter uma expressão cansada. Um dia destes alguém me sugeriu: “… Porque não pões a tua mulher e filha em casa da sogra uns dias?... Assim dormes descansado…”. Quem mo disse tinha boa intenção, não nego a preocupação. Não entende nada de família, penso eu, não é casado e não tem filhos. É um grande trabalhador, dedicado e com uma entrega notável ao desempenho das suas funções. Mas acho que não tem ninguém para ir buscar à escola, não tem uma mulher em casa. A família não é trabalho, não se dispensa... é uma bênção!

3/ Um colega meu comprou recentemente um apartamento em Lisboa, um T2. Acho que não tem mulher (penso), e também não tem filhos (penso), mas contou um facto. Comprou um T2 pelas razões que se conhecem, está sozinho e não precisava de mais. Mesmo assim já é muito. Já passou a barreira dos 30, tal como muitos jovens no nosso país. Cada vez mais tarde os jovens constituem família. A procura de T3 e superiores é muito inferior aos restantes, T1 e T2. Por esse facto, a urbanização onde comprou o apartamento irá substituir o projecto e construir mais T1 e T2, os restantes ninguém precisa.

No fundo, cada vez mais, nesta sociedade dita “moderna e evoluída”, existe menos espaço para… a família.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Bom Ano em 2011

Passou mais um ano e estamos já no ano de 2011. Faço assim o habitual balanço pessoal que só o escrevo agora porque não consegui arranjar um tempinho para escrever antes. Tenho de admitir também que acabei por me esquecer. Não foi muito suave em termos de trabalho, quer no Natal, quer no Ano Novo. Alguns projectos de última hora trocaram-me as voltas. Por isso faço agora as contas e verifico se os objectivos foram cumpridos. Tento detectar onde ocorreram falhas e tentar corrigir, se existirem claro. Decididamente não foi um ano de mudanças mas sim um ano de consolidação. Trabalhei e dediquei-me muito, os meus esforços foram recompensados, os objectivos foram cumpridos e penso que trabalhei bem.


Profissionalmente o ano de 2010 foi compensador. O meu trabalho acabou por se tornar um “sucesso” e foi reconhecido pela minha chefia e pelos restantes colegas. Penso que criei mais valia e contribui para melhorar as ferramentas de trabalho de todos. Continuo com um “horário fixo” e dedico praticamente todo o meu tempo ao projecto que criei. Sinto-me bem!

Financeiramente, com objectivo que também já vem pendente de há alguns anos, este ano (finalmente) existiu evolução “palpável”. Não fui promovido no trabalho, até recebi menos que em 2009. Fui recompensado em prémio pessoal e também encaixei algum com a oferta do Zeinal Bava. Infelizmente a morte do meu pai permitiu-me encaixar algum dinheiro. Vendi o meu querido Fiat Punto e “herdei” um Volkswagen Polo novinho… Quem me conhece sabe que tenho tudo certinho em ficheiro Excel. O ano de 2010 em números foi animador, aumento de receitas e redução na despesa. Excelente!

Espiritualmente no ano de 2010 evolui mais um pouco enquanto pessoa. Mantive os níveis de confiança e auto-estima, criei alicerces que me permitem encarar o futuro com outra força. A pressão “psíquica” que sentia em mim desapareceu dando lugar a uma pressão “saudável”. Evolui ao nível do processamento mental e deixo o tempo fluir normalmente. A minha família, concretamente a minha mulher e a minha filha, continuam lindas e são as mulheres da minha vida. A minha mãe ocupa mais do meu coração desde a morte do meu pai. Foi uma grande dor mas temos de seguir as nossas vidas. Ele continua presente na nossa alma. Houve uma ou outra nova amizade e alguns afastamentos normais… é a vida. Agradeço a todos, aos mais recentes e aos que, por este ou aquele motivo se afastaram mais, são todos importantes e fazem parte da minha vida.

Fica aqui o meu relatório anual e desejo a todos um Bom Ano em 2011.

Joaquim Costa

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Barreiro, Terra Mítica.

Hoje li uma reportagem sobre a minha cidade, o Barreiro. Decidi então escrever e dedicar umas palavras à minha terra mãe, aquela onde nasci e vivi durante 37 anos. Sempre achei que era uma cidade diferente de todas as outras, pelo menos neste nosso modesto pais. A CUF, actual Quimiparque, foi sempre um ponto de referência para todos os barreirenses e é parte integrante, senão a principal, da história da cidade. Sei que a sua origem remonta de uma aldeia de pescadores e a sua história também tem a influência do rio Tejo. Para mim, nascido em 1971, ainda vivi parte integrante desta querida cidade. Os meus pais trabalhavam na Bonfim, mais tarde integrada na EDP onde dentro dos seus muros vivi a minha infância, vivendo desde cedo em ambiente “fabril”. Lembro-me de conversas sobre a PIDE, comunismo, pressões e algumas escaramuças. Lembro-me de como era difícil a vida dos meus pais, trabalhando no duro para sustentar a casa, saindo com a minha mãe de madrugava acompanhando-a, a brincar, nas limpezas. O meu pai começou na “pá e picareta” a abrir vala, passando mais tarde para a carpintaria. Fui o menino da Bonfim, o Costinha pequenino como me chamavam por lá. Fui acompanhando a vida daqueles trabalhadores, amigos, em que a espaços vou sabendo da morte de uns e outros, tal como o meu querido pai também já foi… Lembro-me bem, como se fosse hoje, dos “gazes”, do famoso nevoeiro de enxofre e amoníaco que cobria muita vezes a cidade. Lembro-me das pessoas se queixarem que as marquises das varandas eram corroídas mais depressa na minha cidade. Lembro-me do comboio, das estações do Barreiro e Barreiro-A, das linhas que cruzavam e dividiam a cidade, de admirar as locomotivas, de sentir os seus cavalos puxarem as carruagens onde tantas vezes andei. Lembro-me das praias onde tantas vezes esperei saltar nas ondas formadas pelos antigos barcos. Lembro-me do cheiro a maresia, do lodo, das garrafas de óleo e de tantas outras coisas que estavam no rio onde toda a cidade se banhava. O mesmo rio onde hoje, mais limpo, ninguém se banha pois certamente morreria (risos)… não sei como estou ainda vivo, tal como milhares de pessoas da minha cidade, pessoas daqueles tempos. Foi no Barreiro que me instrui, que aprendi a ser Homem, nas selváticas escolas da cidade onde comecei na escola nº 7, depois Mendonça Furtado e finalmente no Alfredo da Silva. Foi no Barreiro que me apaixonei mais vezes e onde a paixão me agarrou, foi lá que conheci a mulher da minha vida, foi lá que casei. Os meus melhores amigos são do Barreiro, são gente como eu, sempre muito à frente numa cidade que todos acham hoje estar muito atrás. Os “gazes” praticamente já se foram e na orla costeira barreirense podem-se ver esqueletos de uma história linda, de sucessos e insucessos, de trabalho e suor, de um coração que vai parando de bater, tal e qual os das gentes que por lá trabalharam. Dizem que é um dormitório de Lisboa, mas quem lá vive sabe que não é bem assim, sente-se vida no ar e uma energia potencial enorme. E o Barreirense, a Quimigal, o Luso, entre tantas outras colectividades desportivas da cidade que em tempos alimentaram a nossa selecção? Está tudo lá, pena não existir o museu da cidade. É feia? Não! Para mim é a cidade mais linda que existe no mundo inteiro… é a minha cidade. O meu Barreiro!

segunda-feira, novembro 29, 2010

Jogar palavras fora...

Estamos quase no final do mês de Novembro e hoje decidi escrever algumas palavras. Debato-me com um problema porque concretamente não sei bem sobre o que escrever, que a meu ver é um sinal positivo. Vou-me conhecendo e agrada-me esta rotina, aquela de que por vezes me queixo, que acho ser doentia. Sinto-me bem e a vida corre plena de paz e de acordo com o “planeado”. Sei bem que a qualquer momento o tabuleiro da vida pode alterar as regras do jogo mas sinto-me preparado para qualquer desafio. Os tempos estão difíceis mas há tempos que me preparo para eles, não estou surpreendido mas sim desiludido. Nem sempre temos de elaborar textos bonitos e profundos, com aquela mensagem ou aquele desabafo. Também sabe bem jogar palavras fora, só mesmo pela necessidade de escrever algo. É o que estou a fazer agora, a jogar algumas palavras fora para mais tarde não dizer, ou pensar, porque razão não escrevi nada naquele mês. Tenho tido muito trabalho é verdade, alguns prazos a respeitar e quando estamos demasiado focados o tempo passa a correr, nem damos por ele. Hoje está um dia chuvoso, um pouco frio, é inverno… é assim que deve ser.

terça-feira, outubro 26, 2010

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática.

Desde há muito tempo que venho alertando as pessoas para o facto de estarmos sempre atentos e informados, dentro do possível e com o que nos é permitido saber. No meu caso sempre desconfiei da minha liberdade, ou do seu significado, bem como saber qual o meu papel no seio da sociedade. No meu universo mais próximo, no que me rodeia, bem como em tudo na minha vida, não suporto ser manipulado ou enganado. Sempre me preocupei em não ser um mero peão/cidadão, um simples número nos cadernos eleitorais ou apenas um número em qualquer entidade, serviço ou base de dados. Há muito que desconfio daqueles que têm a possibilidade de interferir na nossa vida, os ditos lideres, em quem, no fundo, depositamos confiança quando os elegemos como tal, directa ou indirectamente. Como eu pensam algumas pessoas, desconfiam do sistema e preocupam-se, mas apenas nos podemos contar com a nossa atenção e desconfiança. Não adiro à máxima: “Felizes são os ignorantes…”, mas reconheço que ando seriamente preocupado com o actual estado da sociedade humana, ao ponto de tudo fazer para partilhar o que penso saber com todas as pessoas. É apenas uma linha de pensamento e posso sempre estar equivocado, no entanto decidi partilhar quem também pensa como eu. Avram Noam Chomsky, linguista norte americano conhecido pelas suas posições políticas de esquerda e pela sua crítica da política externa dos Estados Unidos. Descreve-se como um socialista libertário, havendo quem o associe ao anarcossindicalismo, posições que não subscrevo. Ainda assim elaborou a lista das 10 estratégias de manipulação através dos média, com a qual concordo. Vamos lá:

(01) A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja (quinta) como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

(02) CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, com o fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

(03) A ESTRATÉGIA DA GRADUAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É assim que condições socio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

(04) A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

(05) DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tentar enganar o espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

(06) UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

(07) MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores sejam e permaneçam impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

(08) ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover o público a achar que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto...

(09) REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, ao invés de revoltar-se contra o sistema económico, o individuo desmoraliza-se automaticamente e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

(10) CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público que aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um maior controle e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

As palavras de Avram Noam Chomsky valem o que valem, cada pessoa tem o direito de as interpretar com bem entender e a sua opinião é válida. No meu caso vão ao encontro e no seguimento da minha própria linha de pensamento, quanto a mim está a acontecer. Por isso a todos apenas peço que fiquem atentos aos sinais e aos detalhes de roda pé, principalmente aos média, que nos entram pela casa dentro todos os dias. Apenas pensem no assunto e olhem à vossa volta, ao que se passa no mundo…

terça-feira, outubro 19, 2010

Tempos de crise e a crise dos tempos…

No nosso modesto (não para todos) pais os tempos andam convulsos. São tempos de crise onde as componentes social e económica andam de candeias às avessas. Na realidade essas mesmas componentes da sociedade nunca se deram bem, numa verdadeira relação de amor-ódio. No fundo convivem na mentira onde a economia jamais se preocupa com o social, absorvendo-a consoante se encontre saudável ou não. Já o social, quer por regra ou incapacidade, não se preocupa com a economia, consumindo-a sem pensar no futuro da relação. Trata-se de um sistema imposto pelo Homem para o Homem, onde algum Homem vai “alimentando-se” de outro Homem. É uma forma de sociedade onde na equação da sobrevivência o factor social pouco peso tem, simplesmente uns creditam e outros debitam. Quando a relação azeda toda a sociedade se apressa a “culpabilizar” a economia, esquecendo-se do social, esquecendo-se do Homem.

Quem vem seguindo as minhas publicações já deve ter-se apercebido que a palavra Homem é para mim central. Digo-o porque o Homem desde a sua origem é o ser vivo que mais deixa a sua pegada no nosso mundo. Temos hoje, nem todos, consciência que não são boas as pegadas, salvo raras excepções. O Homem é um ser inteligente, está capacitado com um cérebro que aprende e desenvolve, mas cada espécime é diferente de outro, não existindo, nesta matéria, qualquer dúvida. O Homem vive em sociedade mas não é “nada social”. O Homem não está a saber viver em harmonia com o seu mundo nem consigo próprio, esgota recursos naturais e esgota-se enquanto espécie. A continuar assim vai acontecer-lhe o mesmo que às restantes espécies, vai-se extinguir! Também já não é a primeira vez que escrevo sobre isto, e não querendo ser repetitivo apenas pretendo alertar para a actual situação. A cada Homem é permitido fazer algo, por muito pouco que seja, para começar a inverter todo um processo de autodestruição, para muitos involuntário. Mas a diferença está nos detalhes, há que começar por algum desses detalhes, por mais ínfimo que pareça.

Eu sou Homem, já me apercebi da situação e já alterei alguns detalhes, mas estou limitado a mim mesmo. Posso contribuir para melhorar o meu universo mais próximo, a minha “área” de intervenção, o que me rodeia. E falo de todos os detalhes, desde capacitar-me de mais e mais informação, de aprender cada vez mais e de parar… apenas para pensar. Faço-o à minha maneira e aprendi a agir, a reagir e a obter resultados. Pequenos detalhes como apagar sempre as lâmpadas em divisões sem ninguém permite-me poupar energia, poupar o planeta e a carteira. Conduzir mais devagar no automóvel permite-me poupar combustível, poupar o planeta e a carteira. Utilizar a mesma garrafa de água, enchendo-a quando vazia, durante uma semana, permite-me poupar o planeta e a carteira, etc.

Existe um custo, pessoal, de privação ou bem estar, de hábito ou qualquer outro. Tudo na nossa vida tem um custo, com ou sem retorno, mas na actual situação qualquer detalhe, por muito pequeno que seja… conta!

terça-feira, outubro 12, 2010

António José Costa

António era o nome do meu querido pai e que saudades já tenho dele. Quis a vida que na passada quarta-feira deixasse de estar entre nós. No final desse dia eu senti que seria a ultima vez que lhe daria um beijo e lhe agarraria a mão, sentia-o… pressentia-o. Estava hospitalizado em estado critico há 10 dias, eu via-o a cair, a cada dia mais um pouco, aqui e ali o seu estado físico debilitava. Há muito que sofria e eu, egoísta, queria-o perto de mim. Ainda esperou que eu o visitasse e me despedisse, mas penso que já estaria a seguir o seu caminho, seguia a luz… No final o cancro venceu, mesmo com todos os tratamentos… venceu. Sempre tive esperança que fosse contemplado com um qualquer milagre, mesmo eu tendo um qualquer conflito com a religião mas não com qualquer entidade superior. Até à noticia fatal essa esperança permanecia viva… eu queria que acontecesse. Mas não aconteceu!

Já passaram os dias da “despedida” física. O seu corpo já repousa ao sabor da terra e a natureza trata do resto. Custa-me ainda pensar nisso, mas as coisas funcionam assim. Ele era um homem amigo da natureza, privava com ela de uma forma especial, fundiam-se a cada momento, a cada respirar, a cada acção sua. Foi realmente um homem bom e um bom homem, não por ser meu pai, mas porque o era mesmo. Esteve entre nós 64 anos e 8 meses, mas eu acho que merecia estar mais e ter sofrido menos. Custa-me a entender o porquê de nos últimos 3 anos ter tido de sofrer tanto, por que razão, ou que razão poderá ter havido, para a dor passar a ser sua companheira fiel, a sua cruz. Não vale a pena pensar nisso. Eu, minha mãe e família o recordamos no seu melhor. Recordo-o em tudo o que sou e em tudo o que tenho.

Esta publicação não é uma homenagem, é apenas um desabafo, são apenas palavras. Adoro-te Pai porque estás sempre presente e jamais te esquecerei. Para mim estás vivo e aqui ao pé de mim. Não te toco mas sinto-te, sei que olhas por todos nós…

terça-feira, setembro 28, 2010

Sofrer para aprender a sofrer

Em Maio de 2006 a minha alma não andava no seu melhor, andava confuso comigo próprio. As razões eram baças e eu não percebia o que se passava comigo, parecia despistado da vida. Muitas vezes me questionei se tudo aquilo teria qualquer significado, se era uma lição da vida passada ou uma aprendizagem para a vida futura. Passaram-se anos desde então e aos poucos encontrei-me em mim, afinal eu valia alguma coisa. Descobri, finalmente, que nunca nos podemos negar e que a vida não corre por acaso, somos parte da vida e a vida parte de nós. Na escola da vida, a vida segue tal e qual lições de sala de aula, com notas e tudo. Na verdade, esta escola é exigente e nada é garantido ou existem passagens automáticas de crescimento. Nesta escola não existe graduação máxima, nem doutores nem engenheiros, apenas matéria e mais matéria, todos os dias algo novo. Com o passar do tempo algumas lições vão sendo lembradas e isso, por si só, já é sinal que temos aprendido as lições, não todas, mas algumas.

Ainda em 2006, recebi um e-mail contendo um texto que na altura me tocou e tratei de colocar no blog. O titulo “Tudo o que acontece, acontece por bem” não fazia muito sentido, mas não sei porque razão nunca mais o esqueci. Hoje, em 2010, e com muitas lições passadas, tudo começa a fazer sentido. Encontro-me em mais uma prova de vida, em mais uma lição, talvez uma das mais importantes. E recordo-me, frequentemente, do titulo e das palavras, da mensagem que outrora não percebera. No fundo hoje estou preparado para este teste, um teste de vida ou de morte. Não me sinto bem com a situação, mas estou seguro que: tudo o que acontece, acontece por bem.

Podem ler texto em 2006:

http://joaquimcosta.blogspot.com/2006/05/tudo-o-que-acontece-acontece-por-bem.html

segunda-feira, julho 12, 2010

Algumas músicas da minha vida.

Olá meus amigos, visitantes assíduos, perdidos ou curiosos. Com esta publicação vou expor partes da história da minha vida até ao momento desta publicação. Podia começar a escrever algo parecido a um diário, mas seria um pouco entediante e sem grande interesse. Decidi então associar às partes as respectivas músicas, sendo as mesmas uma chamada à recordação, ao momento vivido. Não será muito longo o texto, apenas o suficiente para imaginarem aquilo que passei, aquilo que recordo. Acho que toda a gente faz esta analogia, as músicas não são mais que lembretes, marcas, estados de espírito ou o que lhe queiram chamar. Podemos recordar bons ou maus momentos e, quantas vezes, elas alteram o nosso estado de espírito, a nossa disposição, os nossos desejos. Quem sabe algumas destas músicas não são importantes também a vocês? Como sabem estas coisas acontecem, seja em casa, no carro, em salas de espera , no trabalho ou onde quer que se ouça música. Por isso lembrar-me e associar as mesmas é um pouco difícil, o impacto não é o mesmo, pelo menos para mim. Ainda assim seguem as que me lembrei:

Zeca Afonso, Grândola Vila Morena

Acho que esta é a primeira música que fixei, aquela que vai mais longe na minha memória. A música foi grava em 1971, o ano em que nasci, portanto ainda posso dizer que vivi nos tempos da outra senhora, ou do outro senhor. Na altura percebi que era uma música emblemática e que simbolizava algo, apenas mais tarde soube que foi a música escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução do Cravos ás zero horas e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974. Não sei bem que idade tinha para esta associação, mas lembra-me a primeira casa onde morei com os meus pais e a turbulência que se sentia nas pessoas.

Música Clássica, Fúnebre

1980 foi um ano de acontecimentos históricos. Uma das associações que tenho é que quando ouço música clássica, tipo fúnebre ou do mesmo género, vem-me à ideia a passagem incessante de uma notícia na televisão. Mais tarde soube que ocorreu o terramoto nas ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa no arquipélago dos Açores. As imagens eram terríveis, a desgraça e a dor das pessoas entravam-nos pela casa a dentro a toda a hora. Lembro-me do constante apelo ao apoio popular na ajuda às vitimas.

Série: As aventuras da Abelha Maia

Acho que todos se lembram desta música, eu lembro-me bem. A estreia da série na Alemanha foi em 1976, portanto em Portugal deve ter sido mais tarde. Associo esta música a uma recordação da sala onde morava com os meus pais. A mesa ao centro, as cadeiras, a televisão a preto e branco e… uma semana sem programação infantil. Presumo que esteja a recordar factos de 1980 à data da morte de Francisco M. L. de Sá Carneiro em 4 de Dezembro do mesmo ano. Sei que durante uma semana a RTP apenas transmitia as cerimónias fúnebres e dava a notícia incessantemente. Lembro-me bem que estava lixado da vida com isso, não percebia bem o que estava a acontecer nem o que significou.

Séries: Dallas, The Love Boat, Battlestar Galactica, Sítio do Picapau Amarelo, Verão Azul, etc

Todas estas séries me levam aos tempos do Penteado. Para quem não sabe fica no concelho da Moita, distrito de Setúbal. Foi por lá que passei praticamente todos os fins de semana da minha infância e, diga-se, da minha adolescência. Bem cedo, os meus pais compraram um terreno por lá, para onde iam após uma semana de trabalho no Barreiro, na antiga Bonfim em que hoje as suas instalações estão ao abandono e o terreno à venda. Por lá, pela Bonfim, passei também a minha infância e adolescência. Mas voltando ao Penteado, todas a séries acima indicadas, e tantas outras mais que não me recordo de momento, levam-me às manhãs e tardes, ora deitado, ora sentado, no anexo que ainda hoje existe e onde actualmente moram os meus pais. Lembro-me do verão e dos dias de imenso calor, do inverno e do frio de rachar, da lareira na cozinha pequenina, da caixa de cartão transformada em castelo onde habitavam bonecos pequenos. Lembro-me dos banhos no tanque do avô do Pedro e do Ricardo, do meu amigo Rui, do Jó e do seu irmão mais velho Filipe. Lembro-me dos grandes almoços em família, quer na casa dos meus pais, quer em casa do meu tio Saul que faleceu este ano. O Penteado está muito marcado na minha vida, foram muitos anos por lá, inclusive nas férias dos meus pais e na vida deles. Hoje em dia vou lá de tempos a tempos e, pouco a pouco, a cada dia que passa, o local transforma-se e as pessoas que conhecia vão morrendo, bem como alguns amigos há muitos anos que não lhes ponho a vista em cima. A vida continuou para todos…

Continuando, a década de 80 foi muito marcante na minha vida e vou só dar exemplos de algumas lembranças:

Rod Stewart 1982, Absolutely Live

Este álbum ao vivo de Rod Stewart leva-me aos tempos das arcadas num prédio do Barreiro, perto do café Piratão, que não sei se ainda existe. Nessas arcadas jogávamos aos “becks”, dois toques e chuta. Ainda fugi algumas vezes de lá a correr, quer fosse pelos vizinhos irritados com o barulho, alguns mitras que apareciam por lá e queriam roubar a bola ou mesmo aviar a malta com porrada. Nessa altura andava com o pessoal dessa zona e lembro-me do Telmo e do Edmar, irmãos pretos que eram uns porreiros, se bem que o Edmar era meio marado. O Rui Azevedo que era meu colega de turma na Escola Secundária Alfredo da Silva, do João a quem a malta chamava “algas” não sei bem porquê, do Nilton, do Nini e do João Godunha. Na altura o “algas” namorava com uma rapariga que andava no “Alfredo”, a escola, e ao grupo juntou-se a Célia e a Paula, onde a ultima hoje trabalha na PT, como eu. O episódio que me lembro é de andar a tentar ter algo com a Célia, o que resultou num fracasso pois no final andou com o Nilton. Soube mais tarde que a Paula até gostava de mim e eu, cego, nem dei por nada. Mas estas músicas associam-me a esses tempos de convivência com malta que era muito mais à frente.

Polystar 1985, Dire Straits, Supertramp, Heróis do Mar, Bryan Ferry, etc

Ao som desta colectânea, que rodou e rodou pelo gira-discos quase até gastar, passei eu muitas horas deitado na cama, simplesmente a ouvir as músicas. Era um não fazer nenhum e na altura o que eu curtia era não ter de estudar, gostava mesmo era olhar a tarde toda para as gajas da rua através dos buracos das persianas.

Propaganda 1985, Duel
Pink Floyd 1987, A Momentary Lapse of Reason

Esta música leva-me até uma viagem com os meus pais à terra do meu pai, Santiago de Cassurrães em Mangualde. Como eu raras vezes saia esta foi uma viagem bem fixe pois na mesma altura juntaram-se por lá todos os tios. A malta mais nova ficou em casa do meu primo Jorge, filho de tios emigrantes na Alemanha. Ele estava muito à frente e tinha uma discografia invejável. Esta música foi uma das muitas que ele me gravou de LP para cassete, tal como o álbum dos Pink Floyd em causa. Também nessa visita fui à discoteca Day After e a uma Rave numa discoteca em Tondela, que não me lembro o nome. Foi em grande…

Simple Minds 1985, Don't You (Forget About Me)

Esta música levava-me sempre a simular o baterista pois adorava a batida.

Tears for Fears 1985, Everybody Wants To Rule The World
Time Bandits 1985, Endless Road

Estas lembram-me idas à praia do Barreiro, concretamente ao moinho onde com as meninas jogávamos ao bate pé.

Europe 1987, The Final Countdown

Esta marca uma época no “Alfredo”, cada intervalo das aulas era marcado por ela na sala de convívio. Também era a música associada à equipa de futebol da nossa turma, que não me lembro o nome. Eram só craques do Barreirense pelo que eu joguei em outra equipa, os 100 Catarro.

New Order 1986, True Faith
Bon Jovi 1986, Livin on a Prayer

Duas músicas que me lembram as tardes em casa da Irina, uma colega de turma da minha prima Xana.

Berlin 1986, Take My Breath Away

Esta música de 1986, do filme Top Gun, é a música dos meninos, ou seja, minha e da Ana, a minha Mulher desde há muitos anos. Claro que não preciso dela para me lembrar do que seja, “quase” todos os momentos com ela são bons, além de companheira é e sempre foi a minha melhor amiga. É um miminho nosso…

Marillion 1988, The Thieving Magpie

Álbum ao vivo desta banda que adoro e que um colega de turma, o Sergio que morava na minha rua, me gravou de LP para cassete. Passei muitas noites a ouvir estas músicas no meu primeiro e único walkman da Sony. Era vermelho e tinha um som dos diabos.

Right Said Fred 1992, I'm Too Sexy

Esta música é a que me lembro da primeira vez que fui a uma discoteca, foi no Barreiro na Discoteca Magic. Tinha 21 anos.

Everything but the Girl 1994, Missing

Esta dança-se sempre, mesmo sem vontade. Não marca nada especifico, mas sempre a adorei.

Tiesto 2004, Just Be

Esta é a minha música, aquela que me dá força e me lembra sempre que temos de ser quem somos. Não podemos nunca cair na tentação de viver a vida atrelados a quem quer que seja. Acreditem que assim a vida tem muito mais sabor.

quinta-feira, junho 24, 2010

A vida no campo.

Para muita gente começa a fazer sentido voltar à vida no campo. A espaços ouve-se, aqui e ali, as pessoas queixarem-se da vida dura nas grandes cidades, quer pelo número de habitantes, quer pelo eterno consumo de tempo dispendido em transportes, pela poluição e falta de espaços verdes ou mesmo total presença da natureza. Para alguns, principalmente pessoas na faixa etária entre os 30 e 40 anos de idade, começa a ser saturante a deslocação diária para o seu local de trabalho. Neste escalão as pessoas começam a sentir algum cansaço, o mesmo pode derivar de profissões bastante exigentes ou mesmo de algum tédio diário, uma rotina desconfortável que por vezes é de tal forma absorvente isentando a possibilidade de praticar qualquer outro tipo de actividade. No fundo as pessoas levantam-se e vão trabalhar, regressando mais tarde para jantar e dormir, repetindo este registo anos a fio. Para quem está a pensar voltar ao campo, ou mesmo para aqueles que nunca lá estiveram e queiram dedicar-se, nem que seja por hobbie, à vida de agricultor, seguem algumas dicas sobre batatas pois a matéria é bastante extensa.

Comecemos por tirar algumas dúvidas:

- Plantar ou Semear?

Após consulta no sitio na internet Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, genericamente, plantar e semear são sinónimos. Para as pessoas que trabalham no campo, plantar é colocar no terreno uma planta em fase de desenvolvimento, e semear é lançar a semente ao terreno. O arroz pode ser semeado se as sementes forem directamente colocadas no terreno, e pode ser plantado se as pequenas plantas criadas nos viveiros forem implantadas no terreno para a segunda fase do desenvolvimento. Em relação às batatas, os lavradores dizem semear e utilizam, nomeadamente, batatas de semente.

Fonte: A. Tavares Louro, Semear ou plantar batatas?, ciberduvidas.sapo.pt

- Como plantar batatas?

Segundo o sitio na internet As Nossas Vozes, Jornal On-Line do Agrupamento de Escolas da Lajeosa do Dão, para semear as batatas é preciso lavrar a terra para que ela fique mole e deixe entrar a água mais facilmente. De seguida, é tempo de semear: abrimos uns buracos, colocamos as batatas, com um bom grelo, em carreirinha, um bocadinho afastadas umas das outras, e deitamos um punhado de adubo junto de cada batata. Tapamos o rego com terra e esperamos que a batateira venha à luz do sol. Temos que continuar a tratar da batateira: sachar, tirar as ervas daninhas, regar, manter a terra húmida e sulfatar e, ainda, matar as pragas. Chegou a altura de colher a batata, isto é: arrancar as batatas e, cozidas, fritas ou assadas, chegam à mesa das pessoas.

Fonte: Rui Romão, Como se semeiam as batatas?, asnossasvozes.blogs.sapo.pt/21077.html

Como disse anteriormente existe na internet muita informação acerca de temas ligados à terra, falamos agricultura, jardinagem, bem como toda a sua componente acessória.

No entanto a decisão de mudar de vida deve ser bastante ponderada, trata-se de uma mudança radical que implica automaticamente uma melhoria na qualidade de vida. Para quem tem família, principalmente dependentes, a questão deve ser debatida em conjunto verificando todos os cenários possíveis, mesmo os piores.

A saída dos grandes centros leva à “perda” de recursos ou serviços básicos que estavam próximos, bem como algumas “garantias” e mecanismos associados aos direitos dados por determinados empregadores.

Infelizmente, para algumas profissões onde fosse possível, a estrutura empresarial em Portugal ainda não encara bem o trabalho à distancia. Seria uma componente bastante eficaz para ambas as partes, retirando assim toda uma série de componentes logísticas associadas à presença obrigatória no local de trabalho. Retiravam-se pessoas aos grandes centros, aliviavam-se as já saturadas e ineficientes redes de transportes, poupavam-se recursos naturais e aliviava-se o consumo e dependência energética, bem como se dividia a disposição territorial evitando os grandes aglomerados habitacionais. No fundo seria a descentralização populacional e uma nova forma de estar, na vida, no trabalho e com a natureza.

Para lá caminhamos… resta saber quando será assim.

sexta-feira, junho 04, 2010

Humanidade, Espírito e Alma… Deus?

Começo a aperceber-me, cada vez mais, que algo está a acontecer no mundo espiritual. Reparo que aumenta a cada dia que passa informação sobre experiências, relatos, pesquisas, acerca do mundo espiritual. Já tenho lido sobre o assunto, e de facto até para um “auto-suficiente” como eu pensava ser, começo a ter dúvidas sobre muita coisa. Equaciono o que sinto e tento interpretar esta matéria da mesma forma com que o faço em tudo na minha vida. Este interesse pelo mundo esotérico surgiu-me porque sempre achei que existe “qualquer” coisa para além de nós. No fundo sempre achei, e acho, que estamos (humanidade) um pouco limitados em relação às nossas capacidades. Desde cedo que renuncio associar-me a qualquer religião, quer em acreditação, aceitação ou mesmo prática. Sempre aceitei a religião dos outros, mas sempre ouvi a minha própria religião, seja o que isso for. Se por um lado tenho essa sensação de que existe um ser “superior”, por outro custa-me acreditar porque nunca recebi qualquer sinal, mensagem ou indicação que esse ser existe. Sou do género “ver para crer”.

Em determinada fase da minha vida precisei avaliar-me como pessoa, reencontrar-me e tomar um rumo consciente em relação ao futuro. Para tal, por necessidade e por sugestão de amigos, recorri à ajuda de um psicólogo. Foi uma experiência compensatória, no fundo estive a ser avaliado e “corrigido” nos meus registos e processos. Agradeço porque efectivamente essa terapia foi fundamental para a minha evolução como homem. Comecei também a ler muito, algo que não fazia parte dos meus hábitos. No principio optei por livros relacionados com a vida quotidiana, com experiencias e histórias filosóficas sobre o comportamento humano. Com o passar dos tempos fui sendo mais exigente e agora temas relacionados com esoterismo interessam-me muito. No fundo acho que me estou a fartar de ser uma peça mecânica da sociedade actual, uma parte da engrenagem na linha de montagem humana.

Se realmente esta energia que se sente no ar, que dizem está a aumentar, for verdadeira, eu quero poder senti-la. Quero poder entrar no mundo das almas, quero saber mais que aquilo que sei, quero crescer. Ouço relatos lindos de experiencias de quase morte, de reencarnações, de leitura da áurea, do real significado das cores, da harmonia entre o homem e a natureza, da paz entre os homens, da existência da luz, de diferentes dimensões, da inexistência do tempo e do espaço, da auto cura, da energia…

Se existe um Deus, ou vários, ou o que quer que seja, eu quero descobrir.
Se existe algo mais que esta vidinha que levamos diariamente, eu quero descobrir.
Se posso encarar a vida de outra forma, vive-la melhor e mais intensamente, eu quero descobrir.
Se poder olhar-me, olhar os outros, olhar a natureza de outro modo, eu quero descobrir.
Não o consigo fazer sozinho, tenho de saber quem consegue e, eu quero descobrir.
Se existe vida para além da morte eu quero saber.

quarta-feira, maio 19, 2010

E se o Tejo vazasse?

Desta vez optei por uma publicação diferente, algo imaginário, algo de diferente. Como sempre o texto é uma partilha, neste caso a partilha de um pensamento recorrente. Como morador na famosa margem sul, faz parte da minha rotina diária a travessia do rio Tejo. Faço-o praticamente todos os dias úteis do ano, excepto quando estou de férias ou por qualquer motivo em que não tenha de vir trabalhar. Faço-o há 17 anos, a travessia de barco, agora nos recentes catamaran’s. Por vezes em tom de brincadeira, e se calhar não me engano, digo que tenho mais horas de mar que a maioria dos almirantes da marinha. Nos últimos tempos, não sei explicar o porquê, quando olho para o rio pergunto-me:

- “E se o Tejo vazasse?”

Imaginem, apenas imaginem, não interessa como, se, de repente, o rio Tejo ficasse sem qualquer água…

Possivelmente, muitos dos marinheiros e capitães,
ou outros, os que vivem do rio,
poderão imaginar como seria.

Eu não.
Não faço a menor ideia como seria.
Mas a minha imaginação faz,
apenas não sei se andarei perto da realidade.

Penso no relevo,
sim,
como ficaria a vista do Barreiro para Lisboa?
De Lisboa para Almada?
De Alcochete para o Montijo?

Penso nas pontes,
sim,
imaginar como seria a vista da ponte 25 de Abril,
imaginar como seria a vista da ponte Vasco da Gama,
imaginar todas as outras a montante,
as suas partes ocultas.

Penso,
tento imaginar,
um verdadeiro tesouro no seu fundo,
um passado perdido, esquecido, ocultado,
uma incógnita.

Penso,
imagino,
automóveis, barcos, esqueletos, armas, talheres, ferramentas,
lixo, lixo e muito mais lixo imagino eu.

Penso,
posso imaginar,
quanta história, quantos crimes, quantos sonhos, quantas vidas,
quanto estará oculto, submerso.

Penso,
vou continuar a imaginar,
continuar a imaginar que imagino,
sem sequer imaginar como seria se vazasse.

Penso,
imagino,
simplesmente,
se vazasse.

terça-feira, maio 04, 2010

Bodas de...

Ora aqui vai uma publicação que penso ser muito útil para quem está casado ou necessita um bom incentivo para uma qualquer comemoração. Faço-o porque eu mesmo estou à beira de comemorar 10 anos de casamento. Como se trata de uma passagem para os dois dígitos acho que devo tornar o dia diferente, apimentar o mesmo com algumas dicas acessórias. Reza a história em Portugal que após a comemoração da data da cerimónia que anuncia o casamento: “o dia do casamento”, contamos, depois, com as bodas de Prata (aos 25 anos de casamento) e com as Bodas de Ouro (aos 50 anos de casamento), para podermos comemorar algo de diferente. No entanto parece que um pouco por todo o mundo existe um motivo, ano após ano, para comemorar. Como tal pesquisei um pouco pela NET e pelo vistos todos os anos se encontra um tema, um nome ou um motivo para comemorar. Partilho então convosco as respectivas bodas, mas não se esqueçam que convém oferecer algo mais que palavras ok?

· 01 ano - Bodas de Algodão
· 02 anos - Bodas de Papel
· 03 anos - Bodas de Trigo
· 04 anos - Bodas de Cera
· 05 anos - Bodas de Madeira
· 06 anos - Bodas de Perfume
· 07 anos - Bodas de Lã
· 08 anos - Bodas de Cobre
· 09 anos - Bodas de Cerâmica
· 10 anos - Bodas de Estanho
· 11 anos - Bodas de Aço
· 12 anos - Bodas de Seda
· 13 anos - Bodas de Linho
· 14 anos - Bodas de Marfim
· 15 anos - Bodas de Cristal
· 16 anos - Bodas de Safira
· 17 anos - Bodas de Rosa
· 18 anos - Bodas de Turquesa
· 19 anos - Bodas de Cretone
· 20 anos - Bodas de Porcelana
· 25 anos - Bodas de Prata
· 30 anos - Bodas de Pérola
· 35 anos - Bodas de Coral
· 40 anos - Bodas de Rubi
· 45 anos - Bodas de Platina
· 50 anos - Bodas de Ouro
· 60 anos - Bodas de Diamante
· 70 anos - Bodas de Cobre
· 75 anos - Bodas de Brilhante
· 80 anos - Bodas de Carvalho

Poderão existir ainda mais bodas pelo meio, ainda assim se houver quem comemore aniversários de casamento para além dos 80 anos resta-me dizer... PARABÉNS!

segunda-feira, abril 26, 2010

Pais após o casamento dos seus filhos.

Quase no final do mês de Abril e ainda sem ter tido alguma ideia para uma nova publicação decidi procurar um tema na NET. Decidi salientar um tema muito importante na sociedade actual, muitas vezes também foco de muitos problemas que passa pela relação com os pais após o casamento dos seus filhos. Nem sempre se trata de uma relação fácil, muitas vezes de forma consciente ou inconsciente podem provocar mesmo o fim de uma relação. Além da independência do casal, recém casados ou não, muitas vezes poderão também ocorrer problemas de falta de privacidade, nomeadamente ingerência nos assuntos do casal. Nesta relação entre pais e filhos a tomada de decisão, quando necessária, nunca é tomada de animo leve, os laços são muito fortes e muitas vezes as partes não aceitam bem as criticas. Durante a pesquisa encontrei uma publicação bastante interessante, sobre este mesmo tema, o mesmo está assinado por Madalena Dias na secção fichas de leitura no site http://www.emspublinet.com/. Apreciei e partilho convosco:

O que aparentemente é uma questão banal e instituída socialmente, consiste num dos maiores paradigmas relacionais e está associado a muitos divórcios ainda na era actual. Trata-se do encontro e adequação do papel dos pais no casamento dos filhos.

Teoricamente, com a idade adulta, os filhos passam a ser responsáveis pelas suas escolhas, pelas pessoas com quem convivem e se envolvem, pelo seu dinheiro e profissão. Esta liberdade confere aos filhos, o direito de assumirem as suas opções e de não permitirem as interferências parentais.

Contudo, na prática, as coisas não são bem assim! Por um lado, há filhos muito dependentes dos pais e, nem o casamento lhes permitiu o processo de desvinculação, por outro, há pais tão autoritários que, não aceitam as opções dos seus descendentes e interferem na sua vida conjugal.

Tudo começa desde que nascemos e recebemos as influências do meio. A rapariga constrói o modelo do pai, do irmão e de outros elementos masculinos dados como ideais para um futuro marido. O mesmo acontece com o rapaz e a mãe, a avó, a irmã ou outras influências femininas. Quantas mais pessoas do género oposto se conhecer, mais abertura intelectual teremos e mais facilmente nos ajustaremos numa relação.

O primeiro namoro precisa de ser “aprovado” pelos pais que, supostamente saberão quem melhor se adequa à vida do filho e, com esta atitude ingénua, os filhos estão a mostrar que não são capazes de fazer as suas escolhas. Este facto dá abertura aos pais que, de imediato, se assumem como protectores incondicionais e não sabem quando devem assumir um novo papel.

A ideia de fragilidade dos filhos e que eles serão eternas crianças, está aqui bem presente. Claro que, no casamento, o traço continuará e, daí os problemas e as “colheradas” no seio do casal!

Uma solução começa pelos filhos perceberem que têm essa responsabilidade, que só depois de aceitarem a pessoa em causa é que deverão apresentá-la aos pais como sendo a sua escolha, mesmo correndo o risco de errar e de mudar mais tarde, pois nada é absoluto ou perfeito. Com esta postura, naturalmente os pais percebem que os filhos cresceram e procuram outros centros de interesse para si. Eis que começa o processo de desvinculação que é: aceitação e respeito entre pais e filhos, mas cada um segue o seu percurso de vida, com a manutenção dos laços afectivos.

Os pais não terminam no casamento dos filhos, nem estes só evoluem com a autorização parental. Há um corte necessário na forma de se encararem mutuamente. O rapaz deverá manter a sua relação com os pais que, no fundo são as suas referências e a rapariga igualmente alimentar a relação parental, mas o novo elemento não deverá expor-se a essa transformação. Com o tempo e a reestruturação familiar, naturalmente a nora e o genro passarão a ser aceites, mas é um processo gradual e, nem sempre fácil e óbvio.

O novo elemento deverá concentrar-se na pessoa amada e não nos sogros, pelo que a distância é uma boa opção até que exista consistência relacional e alguma confiança adquirida. Lembre-se de que, primeiro os pais têm de se adaptar à ideia do filho adulto, só depois terão capacidade para aceitar a sua escolha amorosa, por isso, não se envolver no seio familiar é um truque com bons resultados, senão poderá comprometer o casamento mesmo sem que dele tenha tirado partido!

Ao mesmo tempo, o filho precisa de se contextualizar da ideia de casado e de saber como vai lidar com os pais. Sem que se pense no assunto, é aqui que reside a base do casamento bem sucedido: separar os papéis para que se construam de uma forma mais amadurecida.

Muitos casais não chegam a consolidar a relação pela necessidade de aprovação dos pais. Não há erro maior, pois afinal quem é que vai viver com a pessoa?! Ao mesmo tempo, a ideia de que o “filho merecia melhor” é outro estigma que limita a acção da nora ou do genro, pois os pais fazem um retrato de quem gostariam para os filhos.

Este processo é tão normal que os filhos deverão proteger-se, pois caso contrário, terão muitas dificuldades em viver uma relação estável e duradoura. Não cabe aos pais saber como agir, mas sim aos filhos dizer como desejam ser tratados na idade adulta e depois de casados…

De Madalena Dias,

http://www.emspublinet.com/index.php?article=10016&visual=8&id_area=1&layout=20

quarta-feira, março 24, 2010

Aniversário

Mais um! É verdade, o relógio não pára e hoje passo para os 39 aninhos. Cada vez mais perto a despedida dos intas, será daqui a um ano a chegada aos entas se entretanto nada me acontecer. É mais um dia especial e estou a trabalhar como é costume, o serviço não pára e cada dia é importante. Sinto-me bem e melhor que o ano passado, e isso é bom. É verdade que a responsabilidade continua a aumentar e os pensamentos são mais realistas. Tal como o ano passado não estou triste, nem sequer melancólico, os anos passam e temos de aproveitar a vida ao máximo, no melhor e no pior. Amadureci mais um pouco e os conhecimentos adquiridos compensam algumas variantes em fase descendente, confirma-se que a vida é um binómio entre o físico e a alma. No plano físico tenho tido umas crises de rins, dizem que é falta de água e se assim for irei tentar beber mais. Felizmente continuo a não sentir nos ossos as manias do tempo, e também não consigo decifrar se chove por um simples olhar do céu ou dos pássaros. Já a alma encontra-se calma e em paz. Admiro ainda mais o silêncio, a barulheira já me irrita e adoro ainda mais o meu sofá, amor esse que continua a aumentar exponencialmente. Ainda continuo sem fazer desporto, não me alimento sempre de forma saudável e continuo a fumar meio maço de tabaco por dia. Tenho mesmo de alterar alguns maus hábitos pois penso no futuro e isso é inevitável, quero como toda a gente, ter boa qualidade de vida, sem sofrimentos físicos ou outros. A minha norma mantém-se, deixar fluir e ir vivendo, dia após dia, batalha após batalha, lutar sempre pelo melhor para mim e para os que me rodeiam. Quanto aos meus amores, a minha mulher continua linda e a minha filha está a crescer, linda como a mãe. O meu pai está estabilizado na sua doença, a minha mãe lá continua uma lutadora que sofre em silêncio. Os sogros estão porreiros mas a família perdeu este ano um elemento importante, o meu querido tio Saul, a quem dediquei o post anterior. Este ano não faço nenhuma festa, apenas irei almoçar com os meus pais e sogros possivelmente. Para o ano logo penso em algo mais festivo com todos os amigos, tipo uma celebração. Até lá então…